A investigadora da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa (FFUL), Catarina Godinho, foi distinguida na 11.ª edição do Programa Gilead GÉNESE, no passado dia 11 de março, durante a cerimónia de entrega de bolsas que teve lugar no Centro Cultural de Belém, reunindo investigadores, representantes da comunidade, entidades da saúde e sociedades científicas. O reconhecimento traduz-se no financiamento do projeto METAVIH, desenvolvido pela investigadora.
Integrado na área da virologia, o projeto “METAVIH: plataforma de Microchip para acelerar e validar Estratégias Terapêuticas Anti-VIH” propõe uma abordagem inovadora para responder a um dos maiores desafios na cura da infeção por VIH: a persistência de reservatórios virais em estado latente, que escapam tanto à terapêutica antirretroviral como ao sistema imunitário.
Para ultrapassar esta limitação, o projeto prevê o desenvolvimento de uma plataforma baseada em tecnologia órgão-em-chip, utilizando tecidos linfóides e células imunitárias (PBMCs). Esta solução permitirá simular de forma mais fiel o ambiente biológico da infeção, contribuindo para acelerar a validação de novas estratégias terapêuticas e abrir caminho a abordagens mais eficazes no combate ao VIH-1.
O apoio atribuído pelo Programa Gilead GÉNESE “é uma alavanca estratégica no avanço da investigação clínica e translacional em Portugal, porque permite que projetos promissores ultrapassem a fase exploratória e alcancem níveis mais avançados de maturidade científica”, destaca Catarina Godinho.

Nesta edição do programa, foram distinguidos 10 projetos, entre investigação e intervenção comunitária, num financiamento global de 300 mil euros. Desde a sua criação, em 2013, o Programa Gilead GÉNESE já apoiou mais de uma centena de projetos, contribuindo de forma consistente para o desenvolvimento da investigação em áreas como o VIH, as hepatites virais e a oncologia.
