Luís de Camões – 500 anos (1524-2024)
Luís de Camões nasceu em Lisboa, em janeiro de 1524.
Estudou na Universidade de Coimbra, sob a proteção do seu tio Bento Vaz de Camões, sacerdote da Ordem dos Agostinhos do Mosteiro de Santa Cruz.
Filho de Simão Vaz de Camões e de Ana Sá e Macedo, pertencia à pequena nobreza portuguesa, cuja família terá vindo da Galiza, no reinado de D. Fernando (1369-1373).
Frequentou a corte de D. João III onde se iniciou na poesia e teatro.
Partiu para o Oriente, depois de ter sido preso, “por alguns amores incompreendidos”.
Um documento de 1550 refere-o como um dos militares alistados para a India.
Em 1556, provavelmente, já teria iniciado os Lusíadas, mas, só em 1562, em Macau, na gruta que mais tarde receberia o seu nome terá escrito maior parte desta obra literária.
Quando Dinamene morreu, no naufrágio da viagem para Goa, a chinesa por quem se tinha apaixonado, há, segundo alguns autores, a partir do canto VII, uma redefinição dos Lusíadas.
Ainda no Oriente, conjuntamente com outras figuras da nossa História, como Garcia da Orta, ter-se-á reunido em discussões literárias e culturais, denominadas academias, dentro do espírito Humanista da época, que tivera início no Renascimento Italiano.
Em 1570, regressa a Lisboa, sempre acompanhado do seu escravo Jau, e apresenta os Lusíadas a D. Sebastião. Em 1572, a obra é publicada pela primeira vez.
Aqui terá morrido em 10 de junho de 1580, vítima de peste, tendo sido sepultado na Igreja de Sant’ Ana. Em 1880 foi trasladado para o Mosteiro dos Jerónimos.
Em 1911, com a República, o dia 10 de Junho começa por ser um feriado municipal da cidade de Lisboa, passando em 1925, a ser considerado o dia de festa de todo o povo português.
Em 1933, com o Estado Novo, o feriado é oficializado, integrando desde aí o nome de Luís de Camões.



